Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 20/02/2019

Na Grécia Antiga, a mulher era vista como um objeto, que servia unicamente para satisfazer a vontade sexual masculina. Hodiernamente, apesar dos direitos conquistados pelas mulheres, a situação parece não ter se modificado tanto; haja vista que, a desvalorização da figura feminina e o assédio ainda predominam na sociedade contemporânea. Nesse âmbito, analisa-se que a problemática é sustentada, sobretudo, pelo descaso governamental e, ainda, pela falta de conscientização da sociedade.

Nesse sentido, é elementar que se leve em consideração que, de acordo com o pensamento filosófico de São Tomás de Aquino, em uma sociedade democrática de direito todos possuem o mesmo grau de importância. No entanto, o Estado diverge de tal perspectiva, pois, o que se observa é o desrespeito da mulher no mercado de trabalho, o assédio em locais públicos e até a violência sexual. Dessa maneira, não é de se espantar que, segundo uma pesquisa feita pelo jornal Datafolha, quatro em cada dez brasileiras afirmam ter sofrido algum tipo de assédio na vida, deixando clara a realidade do país. Diante disso, é fato que a segurança da mulher não é prioridade dos governantes.

Outrossim, é importante destacar o papel da educação no combate a essa temática, já que, conforme preconizado pelo educador brasileiro Paulo Freire, se a educação não pode transformar uma sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Destarte, é elucidado o poder transformador da educação. Entretanto, no Brasil, não há uma política eficiente de prevenção ao assédio; ao contrário disso, o que ocorre é objetificação da mulher em propagandas televisivas, e, também, em programas de entretenimento, como forma de cativar os homens a ver ou comprar determinado produto. Desse modo, medidas para solucionar essa realidade tonam-se fundamentais.

Portanto, o Ministério da Educação deve instituir nas escolas, palestras ministradas por psicólogos, que discutam o combate ao assédio e o respeito ao próximo, afim de que haja cidadãos menos intolerantes. Ademais, cabe ao Ministério da Justiça, a aplicação de multas para empresas que divulgam publicidades que objetifiquem a figura feminina, com o objetivo de erradicar esse tipo de conteúdo. Soma-se a isso, é preciso que o Estado brasileiro, construa mais delegacias especializadas nesse tipo de crime, além de aumentar a severidade das leis- por meio da ampliação de verbas destinadas ao Conselho de Segurança e através do Poder Legislativo- com o fito de consolidar a segurança e o respeito das mulheres.