Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 24/02/2019
Na Antiguidade, as mulheres eram utilizadas como objeto de satisfação dos desejos masculinos, os quais eram considerados superiores naquela sociedade. Nesse cenário, as moças eram culpadas pelos impulsos sexuais dos homens. Passaram-se mais de dois mil anos, e surpreendentemente, o hábito de culpar as mulheres pelo abuso sofrido ainda persiste. Por tanto, assédio sexual é um problema social constante, o qual não pode ser negligenciado.
Na maioria das vezes, a perseguição sexual se inicia de forma sutil, soando como um elogio. Ocorreu assim, o caso da figurinista Susllem Tonani, que foi assediada pelo ator José Mayer, o qual foi defendido por algumas colegas de trabalho. Desse modo, é notório que muitas pessoas mascaram o assediante como um sujeito gentil, permanecendo então, o hábito arcaico de inocentar os homens culpando as mulheres.
Convém lembrar, que assédio sexual é configurado como crime desde 2001. Ademais, são inúmeros os casos esquecidos, como o cantor Mc Biel, o ator internacional Morgan Freeman, dentre outros. Entretanto, em 2018, o médium João de Deus foi preso, acusado por mais de 500 mulheres. Lamentavelmente, constata-se que a impunidade só é válida quando o número de casos é absurdo. Desse modo, aquelas que sofrem diariamente com piadas desrespeitosas e impertinência sexual mascaradas de elogios, seguem silenciadas.
Diante do exposto, medidas são necessárias para solucionar a problemática. Dessa maneira, cabe aos espaços midiáticos, o papel de influenciar e conscientizar a população sobre a importância de diferenciar elogio e assédio, aliado a isso, organizações não governamentais podem contribuir informando a população que a mulher não tem culpa da perseguição sofrida. Bem como, o Ministério da Justiça precisa ser eficiente e punir de maneira correta os assediadores, consequentemente, o púbico feminino não se calara mais. Em suma, a junção dessas intervenções são de extrema importância para contribuir com o fim dessa cultura repudiante.