Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 11/03/2019

Ao analisar o tema sobre violência sexual contra a mulher vê-se que ele remonta há séculos tomados por ideais machistas, que colocam a mulher em um papel de inferioridade e submissão. O que motiva e agrava essa situação é a banalização do assédio sexual e uma prática conhecida atualmente como cultura do estupro.

Não só no Brasil, mas no mundo todo, pode-se observar cada vez mais um crescimento da violência sexual contra a mulher. Dados alarmantes apontam que esse tipo de violência acontece em todos os ambientes em que a mulher possa estar inserida: ambiente de trabalho, familiar, social, religioso. Infelizmente, o assédio sexual tornou-se cultural e banalizado em todo mundo. De acordo com uma pesquisa realizada no Brasil pela campanha “Chega de Fiu Fiu”, idealizada pelas  jornalistas Juliana de Faria e Karin Hueck, 85% das pesquisadas já tiveram seu corpo tocado sem permissão em espaços públicos, e 83% delas disseram já ter ouvido cantadas na rua e desaprovarem.

A cultura machista do estupro pressupõe que o valor da mulher está ligado às suas condutas morais e sexuais, enquanto o do homem não. Assim, o homem se sente no direito de cometer violência sexual. Quanto mais forte é a cultura do estupro no país, mais estupros ocorrem. Em muitos casos, as mulheres não denunciam, pois se sentem culpadas e desamparadas. E isso acaba por aumentar cada vez mais os casos, pois a impunidade gera uma permissividade em praticar tais atos.

A reversão deste quadro poderá começar com a desconstrução da cultura machista através de campanhas contra o estupro, de políticas públicas de apoio às vítimas de tais atos, e, principalmente, da criação de leis mais rigorosas por parte dos legisladores, que punam veementemente os agressores. Os pais também tem um papel fundamental, pois criar uma consciência nos meninos desde cedo de que a mulher deve ser respeitada acima de tudo é imprescindível para a formação de homens conscientes, que não tem em mente que a mulher não é um objeto sexual.