Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 27/02/2019
No decorrer dos anos, o patriarcalismo foi utilizado como modelo de vida nas famílias, de modo que o gênero das crianças determinavam as atividades que, futuramente, viriam a exercer. No mundo contemporâneo, a sociedade e a mídia, utilizam desse modelo para objetificar as mulheres, fato que influencia diretamente nos casos de crimes sexuais e descriminação de gênero.
Nesse sentido, os homens e mulheres nascem com suas atividades e essência previamente definidas. Os homens devem suprir os alimentos, serem agressivos e se relacionar com muitas mulheres. Por outro lado, as mulheres aprendem à serem donas de casa, e a se submeterem aos seus maridos. Assim, desenvolve-se uma sociedade patriarcalista.
Destarte, mulheres são inferiorizadas e objetificadas sexualmente. Para Thomas Hobbes, os costumes resultam no hábito, convertido em caráter, ou seja, a rotina da submissão das mulheres durante séculos, naturaliza a opressão sexual por homens. Deste modo, a sociedade como um todo inconscientemente oculta o agressor, culpa a vítima e, de forma involuntária, estimula atos de agressão sexual.
A mídia, por sua vez, utiliza de propagandas, novelas e seriados, cenas das quais as mulheres são mostradas como objetos sexuais, onde homens fazem comentários machistas. Com isso, cria-se o sentimento de liberdade de agressão verbal às mulheres, onde os agressores fazem comentários de cunho sexual em espaços públicos, chegando até a tocar nas vítimas.
Portanto, faz-se necessário a criação de medidas que resolvam o impasse. O Ministério da Educação deve realizar campanhas com temáticas que tragam a liberdade de escolha que cada indivíduo tem de escolher suas personalidades, desde que não fira a liberdade do outro. A construção de delegacias especializadas nesses casos, devem ser feita por parte do Governo Federal, para estimular as denúncias. Ademais, os agressores devem arcar com os atendimentos psicológicos ás vítimas.