Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 01/03/2019
Na série “Orange Is The New Black”, é contada a história de prisioneiras, o motivo de como e o porquê de chegarem ao presídio, a cadeia em que vivem é apenas para mulheres, porém há policiais do sexo masculino, em um dos episódios um policial assedia uma dessas jovem, mas a garota relata em um diálogo com uma colega, que não ficou triste apenas por ter sido assediada, mas porque o homem que tentou a violar, era na verdade, uma das pessoas que achava que era seu amigo. Atualmente, há a desculpa colocada na roupa usada. Além disso, casos de assédio ocorrem muitas vezes com alguém próximo e que é considerado de confiança.
Em primeiro lugar, desde a colonização do Brasil muitas jovens índias foram assediadas e estupradas por colonizadores portugueses, estas que de acordo com livros didáticos escolares, não possuíam maldade em relação ao corpo, o povo indígena eram desprovidos de roupas, a cultura e a forma social de se viver era completamente diferente dos colonos. Nos dias atuais, os pecados capitais são vividos diariamente, principalmente a cobiça e a luxúria, estes que se relacionam com olhares cheios de segundas intenções até a ação de colocar a mão no corpo de alguém sem seu consentimento. O “não” não é aceito pelos assediadores, por isso, a mulher é chamada por nomes de baixo calão. Outro fator, a sociedade indica que as vestes classificam uma pessoa, dizem muito sobre sua personalidade, porém que o senso comum deve ser usado.
Ademais, o “amigo” que convive na casa de alguém pode não ser tão amigável assim. Na verdade, pode ser apenas alguém esperando, buscando confiança, atuando como uma cobra, para depois, pacientemente dar o seu “bote”. A comparação usada pode ser interpretada de tal maneira: uma cobra quando se depara com sua presa, aproxima-se pacientemente e rastejante para logo após atacar, o homem é colocado no lugar da cobra, entra na vida de sua vítima, encarrega-se de criar um ambiente quase calmo e no momento certo a assedia, possivelmente indo mais além. Diversos assediadores, segundo relatos das vítimas, faziam parte da família ou do grupo de amigos, e ainda relatam que se sentiram mal não apenas por serem tocadas, mas também por se sentirem traídas.
Portanto, a lei Maria da Penha deve ser usada para ajudar e demonstrar apoio para as vítimas que sofreram atos de abuso e assédio. Porém, além dessa lei, para as pessoas que passaram por isso, psicólogos e terapeutas devem se disponibilizar em prestação de serviço e empatia para serem como um apoio, além da família, para que a mulher siga em frente. Para os que violaram, além de serem presos, deveriam participar de projetos para conscientização, também terem ajuda de psicanalistas e psiquiatras para diversos tratamentos de transtornos psicológicos.