Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 25/02/2019
No limiar do contexto vigente, observa-se que a figura feminina ainda é exposta como um objeto personificado perante a sociedade e alvo de violências banalizadas que possuem desafios para a redução de casos, dentre eles, o assédio sexual. Diante disso, pode-se afirmar que essa problemática está enraizada na história? Onde é possível constatar o caso?
É relevante abordar, primeiramente, que a mulher - desde o período da colonização territorial brasileira - é vista como um ponto de afazeres e total subalternidade ao homem, visto que “possuíam função” de satisfazer aqueles que as procuravam, independente das relações matrimoniais. Por outro lado, na idade média não foi diferente, além de serem destinadas como fonte de prazer, tinham obrigação de focar no zelo da casa e da família. Nesse sentido, entende-se que os paradigmas impostos ao público feminino e as cobranças presentes na época, são decorrentes das heranças sociais e culturais existentes desde as primeiras civilizações.
Deve-se destacar, ainda, que os casos de assédio sexual contra a mulher é verificado em diversos âmbitos do cotidiano - desde o ambiente de trabalho até às ruas. Tem-se como exemplo um acontecimento de marco televisivo, este que relatou o impasse ocorrido entre a figurinista Su Totani, a qual foi vítima do ator José Mayer, que foi afastado das telas após a confirmação do incidente. Contudo, é preciso admitir que o ato não se embasa na condição humana da padecente, e sim, na liberdade que a sociedade faz questão de oferecer ao transgressor.
Evidencia-se, portanto, que é papel do estado condicionar políticas públicas capazes de oferecer segurança e proteção para aquelas que sofreram o ato, com o intuito de que as mesmas percam o medo das realizações das denúncias. Faz-se necessário, também, que os movimentos feministas juntamente com ONG´s produzam ainda mais campanhas, na perspectiva de diminuir os impactos psíquicos e encorajá-las a seguir em frente.