Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 25/02/2019

Sabe-se que a objetificação feminina, termo cunhado nos anos 70, anula o sentimental e psicológico da mulher, retirando-a da sua posição de sujeito, com seus próprios desejos e vontades, transformando-a em um objeto passivo de receber quaisquer ações de outros.

Sabe-se inicialmente que, muita das vezes, quando a mulher denuncia um assédio sexual, fica vulnerável a questionamentos externos, que normalmente a colocam em uma posição de culpada pelo ocorrido. Essa temática é facilmente comprovada com o entendimento, ‘do caso João de Deus’, onde um representante religioso recebeu centenas de denuncias de assédio sexual, e foi defendido por diversos internautas em redes socias, que culpavam as vítimas pelo acontecimento do crime. Assim, desencorajando outras vítimas de comunicar o crime ás autoridades.

É preciso frisar que, existem Delegacias da Mulher que são especializadas em retirar o gênero feminino de situações de violência, os agentes de seguranças são majoritariamente mulheres, com o objetivo de deixar a vítima mais confortável, entretanto são pouco acessíveis (só existem em 5% das cidades brasileiras), e têm muitos problemas de recursos e denuncias de mal atendimento. Sendo assim, desencorajando ainda mais as pessoas de denunciarem, assim, deixando os crimes impunes.

Torna-se fundamental destacar que, os obstáculos enfrentados para denunciar o crime de assédio sexual, fomentam o aumento da taxa de tal infração. Tal afirmação pode ser ratificada com a observação do filósofo Cícero: ’ O maior estímulo para cometer a falta é a esperança da impunidade’. Portanto, a ausência ou má aplicação das leis contribuem para proliferação do delito.

É evidente, portanto, que o gênero feminino foi subordinado ao gênero masculino, ao longo da história, tendo até mesmo seu corpo visto como propriedade, sendo assim, trazendo dificuldades para solidificar seu direitos. Então, é dever do Estado, não só criar leis que protejam, mas também garantir que os crimes sejam denunciados da forma digna e aplicados aos infratores. De acordo com o pedagogo, Paulo Freire, sem a educação a sociedade não muda. Logo, se faz necessário a criação de mais debates de assédio sexual e respeito a mulher.