Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 11/03/2019

Historicamente, o Brasil tem ao longo dos séculos, uma cultura de machismo predominante entre a sua população. Isso reflete em consequências indesejadas para o elo mais fraco da sociedade - as mulheres - que frequentemente são assediadas ou estrupadas por algum homem, seja ele desconhecido ou não. A cada ano no Brasil são registrados, em média, mais de 50 mil casos de assédios denunciados, todavia esses números apenas mostram a superficialidade da questão, haja vista que há um grande aumento nessas estatísticas se for somado àqueles assédios não denunciados.

De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade em que o indivíduo se encontra influencia diretamente no seu comportamento e nas suas ações, levando o mesmo a agir sob forte pressão de normas morais pré-estabelecidas. Outrossim, na cultura brasileira, as mulheres são objetificadas e vistas como simples objetos de prazer, e ensinadas desde cedo o esteriótipo de serem recatadas e do lar. Sem o direito de expressar-se ou de comportar-se como desejar, em detrimento da sociedade que impõe os valores contrários á sua vontade.

Por conseguinte, essas normas geram uma cultura de medo e insegurança, que resultam em poucas denúncias e poucos relatos por parte das mulheres quando sofrem esses abusos. Os casos de assédio são frequentes em todos os lugares, sejam eles públicos ou privados, e

são em 51% dos casos em crianças. Estas mesmas, por sua vez, assediadas por parentes próximos como pais e padrastos na maioria dos incidentes.

Portanto, é de extrema importância que o Estado tome providências mais rigorosas quanto ao cumprimento de leis já existentes e que crie políticas públicas mais eficientes. Ademais, que as escolas e ambientes familiares ajudem a conscientizar e educar os homens desde pequenos para a linha do respeito e do altruísmo. Fortalecendo assim, uma sociedade mais igualitária para todos, inclusive e especialmente para as mulheres.