Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 11/03/2019
Assédio sexual vira rotina
A cada dia, mais e mais mulheres são sexualmente assediadas de variadas formas: seja um sutil “fiu fiu” na rua, uma aproximação maior dentro de um ônibus ou até mesmo de forma violenta no sexo não consentido dentro de um relacionamento ou fora dele. Os abusos verbais e sexuais não apenas ofendem as mulheres como também as coloca em posição de desconforto e medo.
Os homens se sentem cada dia mais livres para usarem, não apenas palavras de baixo calão se dirigindo as mulheres, eles se sentem confortáveis para tocá-las, para beijá-las livremente sem qualquer consentimento. Foi necessária uma campanha chamada “Não é não!” para o carnaval de 2018 em diversas cidades brasileiras buscando repelir esse tipo de comportamento machista e intimidador.
Muitas mulheres sofrem violência sexual dentro de sua própria casa: pais, parentes, amigos da família são assediadores, muitas vezes, comuns. O medo de repreensão e julgamento calam a vítima que nada faz, acaba por não falar sobre o assunto com alguém que a ajude ou denuncia o abuso sofrido, fazendo-a muitas vezes se sentir culpada pelo assédio, sobre a forma de se vestir ou seu tipo de comportamento.
É importante para as mulheres entender que o assédio sexual é crime e deve ser denunciado, que elas não sintam-se intimidadas independentemente da relação que tenham com o assediador. É necessário retirar não apenas das ruas mas também de seu convívio pessoas cuja conduta é criminosa e repulsiva, é preciso que a mulher entenda que a culpa não é dela, que a culpa não é das suas roupas, que não é o seu comportamento gentil e educado que leva a esse tipo de violência. Esse tipo de crime precisa ser erradico, é preciso que não apenas as mulheres (vítimas ou não) lutem, mas que a sociedade, como um todo, una-se à essa causa encorajando-as e protegendo-as, talvez assim, teríamos um maior número de denúncias e uma redução acentuada de assédios.