Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 26/02/2019
Na série sex education, apresentada pela netflix, em um dos episódios é mostrado como a vida de pessoas é afetada após uma foto íntima de uma aluna ser exposta, na vida real não é diferente, principalmente quando ações do tipo são voltadas contra mulheres, tornando-as assim mais inseguras e com psicológico bastante abalado.
Dessa forma, o silêncio é ganho, fazendo com que o culpado saia ileso e torne-se assim, apenas estatística, de fato, isso tem-se diminuído graças a muitas mulheres que têm lutado por todas, juntas em movimentos como o “lute como uma garota”.
No entanto, é sabido que mesmo com enorme números de denuncias, conscientizações e apoio, muitas mulheres ainda não confiam em estar ou sair “só”, sendo isso o reflexo de uma hierarquia social opressora que se foi construída ao longo do anos, tendendo a muitas vezes depender de um homem de sua confiança para sentir-se mais segura.
Dessa forma, assediadores só saberão o quão pesado são seus atos, quando pagar o seu devido preço, já que apenas 15% de mulheres nunca sofreram quaisquer tipo de assedio, então, deveria ser implementado pelo governo um programa em que oferecesse aulas de defesa pessoal, fazendo assim que as mulheres sintam-se mais protegidas e com maior percentual de auto-confiança.
Para que logo seja resolvido esse impasse, deve-se também ser aplicado uma lei onde considere assédio como crime e que seja gerado multas para homens que constrangem de alguma forma as mulheres ao tocar seu próprio corpo insinuando algo perverso, de modo o IBGE em parceria com o MEC, deve incluir aos colégios palestras conscientizadoras onde mostre a garotas o que deve ou não aceitar, apresentado de forma clara que seu corpo não é objeto e não deve ser tocado por quem ela não permitir, mostrando também para garotos as consequências de ato repulsivos e ensinando como e porque respeitar uma mulher, seu corpo, e o seu ’não’, criando assim, cidadães conscientes para um futuro colaborativo.