Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 26/02/2019

‘‘Não é não’’ é uma das frases mais famosas do movimento feminista, que teve sua ‘‘primeira onda’’ no século XIX. Sua intenção é deixar claro que não é realmente não, pois ainda existe homens apoiados pela cultura machista, que não respeitam as mulheres e as veem como objetos a serem conquistados.

Tudo vem de uma convenção social, cultura e até mesmo religiosa, em que a mulher é submissa ao homem, ele sendo visto como uma divindade e que deve ser tratado como tal. Essa relação de domínio, não enxerga a figura feminina com o sentido humano, e sim como uma coisa. Ainda vista com um modelo ‘‘Maria’’ onde a mulher deve ser boa mãe, boa esposa, boa dona de casa e boa submissa, as que vão contra esse modelo são julgadas e denegridas pela população, em sua maioria machista.

O assédio sexual nas empresas, é tratado como problema na jornada de trabalho e não como violência contra a mulher, sendo assim, facilmente ignorado pelo Estado, onde ainda existe uma grande desigualdade de poderes que deveriam ser focados a mulher.

A música ‘‘Assédio’’ do Martinho da Vila, fala sobre essa relação de poder, em que, o homem está sexualmente atraído pela mulher, que não quer essa relação, e ele insinua que a pegará a força.

Muitas vezes o constrangimento de falar sobre é muito grande, já que a mulher sempre é vista como culpada, como se estivesse pedindo o assédio e até mesmo o estupro. Segundo o Datafolha, um em cada três brasileiros dizem que a culpa é da mulher em casos de estupro.

Não deve existir a banalização e a normalização do assédio, cabe ao Estado fazer leis que protejam a mulher em não somente seu ambiente de trabalho, mas também em ambientes públicos como metros e ônibus. Sentimos a necessidade de projetos de conscientização em escolas e em mídias sociais, feitas pelo governo.