Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 27/02/2019
Uma pesquisa exposta pelo site DataFolha, UOL, aponta que 42% das mulheres na faixa dos 16 anos já foram vítimas de assédio sexual. Este tema tornou-se mediocrizado, sendo até apontado como “tudo é assédio”, dificultando a esperança de diminuição do problema.
É intrínseco pontuar que a banalização do assédio através de motivações históricas, patriarcado, influencia na visão de algumas mulheres que interpretam como elogio. Dessa forma, nenhum dos lados, no caso o agressor e a vítima, concebem o ato como uma forma de agressão. Tornando essa problemática extremamente naturalizada e dificilmente abordada. Em segunda instância, a “crucificação” à mulheres que condenam e se opõem aos casos, torna ainda mais difícil o reconhecimento do assédio como um crime.
De acordo com o Código Penal Brasileiro, só é reconhecido como assédio, situações no âmbito hierárquico. Aquela cantada na rua, no ônibus, é considerada uma contravenção penal. O que, indiretamente, contribui para a sobrevivência do modelo patriarcal e a omissão dos fatos, colocando em pauta sempre o caráter da mulher. Que ainda é a principal pagante do assédio sexual.
Dado o exposto, uma flexibilização do conceito legal, previsto pelo Código Penal Brasileiro, do que seria de fato assédio sexual. Que acontece em todas as camadas sociais e está presente de forma enraizada na sociedade. Limitaria essa liberdade de atuação e assédio. Outrossim, movimentos que dão voz à mulheres e ONGs, deveriam ser elevados como veículos de acesso ao conhecimento, através de palestras e afins, visando admoestar e coibir a cultura do assédio na sociedade contemporânea.