Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 08/03/2019
Os índices de assédio sexual assustam, visto que de acordo com a pesquisa feita pelo Datafolha em 2018 cerca de 46% das mulheres brasileiras já foram assediadas, seja no trabalho, nos transportes públicos, na rua, escola ou em casa. Entretanto, em pleno século da tecnologia as mulheres não deveriam vivenciar esse tipo de situação, na verdade, nunca deveriam ter vivenciado, e já está na hora de reduzir esses tão altos números para logo depois poder extinguir-los.
Deve-se pontuar, de início, que esse trágico fator é herança sociocultural do patriarcado que sempre viu a mulher como objeto e a fragilizou. Ademais, ao contrário do que muitos pensam assédio sexual não é só estupro, o famoso “fiu-fiu”, as letras ofensivas das músicas, os xingamentos como “piranha” são exemplos do que forma a cultura do estupro. Porém, a sociedade precisa melhorar a sua empatia e compreender que é preciso respeitar a privacidade e o corpo do próximo.
Além disso, estima-se que os 50 mil casos registrados anualmente sejam apenas 10% dos casos totais e que essa falta de denúncias é culpa da falta de informação das mulheres pobres, que as vezes não sabem distinguir quando é ou não assédio. E também, pela vergonha e medo que muitas sentem de serem legitimadas e serem acusadas como culpadas por estarem no lugar errado, na hora errada e com a roupa errada, como as pessoas fazem com parte das vítimas.
Portanto, o Ministério da Educação deve implantar, dentro das escolas, projetos de inclusão e de igualdade de gênero, com rigor e clareza, através de palestras e seminários, para que assim as jovens saibam quando estão sendo assediadas, encorajando-as a denunciar, e que os garotos saibam respeitar e aceitem que uma saia não é um convite, rompendo assim, com a cultura do patriarcado e do estupro.