Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 02/03/2019
A ONU Mulheres foi criada em 2010, com o intuito de garantir os direitos humanos das mulheres no Brasil e no mundo, no entanto, inúmeras delas não possuem seus direitos básicos assegurados, como a preservação de sua saúde física e mental. Nesse contexto, torna-se necessário evidenciar a questão histórico-cultural que aumenta o assédio sexual e a influência da imposição de estereótipos femininos como forma de culpabilizar a vítima.
Ao analisar a problemática do assédio, torna-se essencial observar o contexto histórico, dando ênfase na relação do Patriarcalismo e ao Machismo. As sociedades patriarcais mantêm um poder primário, ou seja, os homens possuem autoridade sobre os direitos sociais, políticos e as mulheres, que, consequentemente, encadeia-se o machismo que supervaloriza as características masculinas. Nessa visão, a mulheres é negligenciada, não cabendo a si tomar decisões ou expressar reações sobre atitudes relacionadas a elas. Em decorrência da perpetuação dessa cultura, atualmente, parte considerável dos indivíduos acreditarem ser um direito masculino promover o assédio ruas ou locais de trabalho, sem pensar nas consequências para vítimas, como medo e frustração.
Com base nesse aspecto, nota-se a influência da concepção dos estereótipos sobre as pessoas que sofrem o assédio sexual. Isso decorre, porque, os estereótipos são generalizações sobre comportamentos, roupas ou aparência dos indivíduos, nesse caso das mulheres, que acaba tornando um modo de culpabilização das vítimas, visto que, são julgadas principalmente por suas vestimentas, induzindo que buscam pelo assédio. Isso acontece, porque, a sociedade impõe padrões a serem seguidos, tendo como seus agentes a família e mídia, que associam as mulheres a modelos a serem seguidos, isolando aquelas que devem ser respeitadas, e outras por saírem de tais padrões, como vestimentas ou atitudes comportamentais podem ser desrespeitadas. Em consequência disso, ocorre cada vez mais punição da vítima ao invés de seu agressor.
Torna-se evidente, portanto, que o Estado e a sociedade devem buscar políticas públicas para inibir o assédio sexual. Em razão disso, as famílias aliadas ao Ministério da Educação carecem em estimular a educação dos direitos iguais entre homens e mulheres, sendo desde conversas no âmbito familiar, como também conteúdos interdisciplinares nas escolas para a conceituação do problema e debates, com o intuito de cessar a cultura machista. Além disso, a mídia poderá interagir positivamente sobre os indivíduos para a quebra dos paradigmas femininos que são impostos, tornando livre dos estereótipos com comerciais educativos, propiciando a liberdade de expressão e o fim da culpabilização da vítima. Dessa forma, será possível minimizar os desafios impostos a sociedade feminina.