Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 27/02/2019

A cultura do estupro vem crescendo a cada dia, no Brasil, o total por ano é de cinquenta mil mulheres que sofrem assédio, mas isso não é nem 10% do valor real, por algumas não denunciarem, muitas vezes por medo.

Volta e meia temos o assunto “Cultura do Estupro” vindo à tona aqui em nosso país… Por exemplo, em 2016, quando uma menina de 16 anos sofreu um estupro coletivo (33 homens, até onde sabemos). E, também, com a divulgação de imagens do ato em diferentes redes sociais. A partir deste acontecimento (e de diversas outras ocorrências), emergiu fortemente a discussão sobre este tema em nossa sociedade.

Ao falar em “cultura do estupro“, estamos nos referindo àquelas práticas cotidianas que não apenas formalizam a violência do estupro em si (o ato da violência física). Mas tratamos das ações que possibilitam que esta seja executada cotidianamente e a reforçam como natural de um ser sobre outro.

Ultimamente, podemos ver que vem ocorrendo diversas ações, praticadas por homens em locais públicos, como por exemplo: o homem que ejaculou em uma mulher em um transporte coletivo, no estado do Rio de janeiro. Assédios físicos ou verbais em espaços públicos, piadas e conversas que legitimam que existem sujeitos que merecem a violência sexual, em função do seu comportamento social. Piadas e conversas que tornam banal a ideia de que qualquer violência sexual é culpa da vítima. Pior que isso: é culpa da vítima e ela merece (independente dos motivos).

A mulher muitas vezes ao invés de vítima, acaba descrita como aquela que “procura” pela agressão (e até mesmo tem afeição pelo ato).

Lutamos para que, o bordão “Não é não”, se torne cada vez mais praticado em nossa sociedade e que também possamos levar a frase “Tudo começa pelo respeito” (campanha da rede globo de tv), não importa onde ou quando, respeito á cima de tudo e sempre, basta nós como sociedade, colocarmos em prática.