Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 07/03/2019
De acordo com o pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e elas mudam o mundo. Quando constatados os desafios para reduzir os casos de assédio sexual, no Brasil, atualmente, verifica-se que esse ideal é pouco vivenciado na prática. Diante disso, cabe discutir formas para reduzir casos de assédio sexual.
É inegável que a Constituição e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, os casos de assédio sexual atormentam a maioria das mulheres e 49% delas já passaram por casos de assédio, principalmente na rua e nos ônibus e nos metrôs. Esses dados são alarmantes e diversas medidas de proteção para as mulheres devem ser tomadas através de leis.
Além disso, convém pontuar que adolescentes e jovens de até 24 anos são as principais assediadas, sendo 56% do total, e a porcentagem tende a diminuir conforme a idade aumenta. Porquanto a impertinência é maior nas juvenis devido às condições mais “agradáveis” dos seus corpos, deixando claro também um esteriótipo quanto ao corpo feminino. Um feito foi o acontecido da jovem figurinista da TV Globo que foi assediada pelo ator José Mayer, da mesma emissora, de acordo com o jornal Folha de São Paulo, em 2017. Dessa forma, atitudes relacionadas à educação e ao respeito ao próximo são indispensáveis.
Fica claro, portanto, que ainda há empecilhos para garantir a solidificação de políticas que visem a diminuição do assédio sexual. Para isso, o Estado deve não apenas criar leis que defendam as mulheres, como também garantir o cumprimento delas e facilitar as denúncias. Cabe também ao Ministério da Educação, promover palestras ministradas por psicólogos, que discutam o combate ao assédio sexual e o respeito ao próximo. Assim o pensamento de Paulo Freire sairá do campo das ideias e será cumprido na prática.