Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 28/02/2019

Os abusos sexuais no Brasil tem apresentado aumentos significativos nas últimas décadas. De acordo com a campanha “Chega de Fiu Fiu”, aproximadamente, 85% das  mulheres brasileiras sofreram algum tipo de assédio. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa problemática persiste por falta de rigidez das leis existentes e com a raiz da cultura machista.

O país ainda não conseguiu reverter os casos de violências contra mulheres. Isso acontece porque, apesar de existirem leis que amparam essas pessoas, as punições são pouco eficientes. Consequentemente, pela falta de eficácia desses códigos penais, as mulheres não denunciam esses atos violentos, que são tanto morais como sexuais, fazendo-os com que fiquem naturalizados na sociedade. Tendo como exemplo disso, o episódio ocorrido em São Paulo, no qual Diego Novais foi preso em flagrante por ter ejaculado no pescoço de uma mulher dentro do ônibus mas foi solto no outro dia.

Além disso, já o estigma do machismo na sociedade brasileira. Isso ocorre pois, está enraizado na sociedade a cultura do gênero masculino ser superior ao feminino. De acordo com Simone de Beauvoir, não se nasce mulher, torna-se mulher. A frase da filósofa mostra que, o conjunto da civilização é que elabora como a mulher deve se comportar. Dessa forma, as mulheres vivem reclusas na sociedade por medo de sofrer algum tipo de violência.

Pode-se perceber, portanto, que a falta de rigidez nas leis e o enraizamento da cultura machista dificultam a erradicação da violência contra a mulher no país. Para que essa erradicação seja possível, é necessário que o Poder Legislativo juntamente com o Ministério da Mulher, crie um projeto de lei para aumentar a punição de agressores, por meio do auxilio da delegacia da mulher, a fim de diminuir a reincidência.