Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 11/03/2019

Para o filósofo Aristóteles, o homem possui uma superioridade natural sobre a mulher.Tal pensamento parece fazer alusão ao triste cenário contemporâneo no tocante ao machismo, e, também, aos casos de assédios sexuais sofridos pelas mulheres, em que o sentimento de superioridade masculina sobrepõe-se à devida valorização feminina, o que acarreta em uma desarmonia social.Desse modo, cabe analisar os fatos históricos e os reais motivos que levam a essas práticas, bem como as formas de resolver tal adversidade.

Desde a mitologia grega a cultura do estrupo é evidente, visto que, Medusa, sacerdotisa do templo de Atena e de beleza estonteante, foi estuprada por Poseidon como forma de humilhar Atena, sua rival, e que no epílogo, Medusa é quem foi penalizada e amaldiçoada.Ademais, atualmente, de acordo com a campanha “chega de fiu fiu”, 85% das mulheres já tiveram seu corpo tocado sem a sua permissão, o que mostra que o abuso de poder nas relações interpessoais, concomitantemente com o sentimento de impotência da vítima leva a uma negligência no que tange a denúncia por parte do indivíduo assediado.Logo, é notório que esta crescente ideia de objetivação feminina, simultaneamente com a falta de punições mais severas aos contraventores torna a temática mais ímproba de ser abolida.

Nesse sentido, o feminicídio é consequência direta de tais práticas, pois, as mulheres ao negarem o assédio verbal ou psicológico, muitas das vezes, são agredidas e, em muitos casos, são assassinadas, o que leva, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a mais de dezessete mil casos de femicídio no Brasil entre 2009 e 2011. Além disso, mais de 50% das vítimas de assédio sexual em nosso território são crianças, o que leva a um alto índice de depressão devido a uma família desestruturada, visto que, a maior parte do assédio ou abuso é realizado por familiares.Assim, medidas relacionadas à educação e ao respeito ao próximo são indispensáveis para a construção de uma sociedade mais igualitária.

Portanto, cabe a mídia realizar campanhas informativas, por meio de programas televisivos, à fim de conscientizar o indivíduo sobre os problemas enfrentados pelas mulheres e incentivá-lo a cobrar do governo uma maior eficácia acerca do cumprimento e endurecimento das leis que protegem as mulheres.Outrossim, as escolas devem realizar ações educativas, como palestras que mostrem dados referentes aos abusos sofridos pela classe feminina na sociedade e que, com isso, difunda uma cultura de criticidade.Dessa forma, podemos caminhar para um estado social que orgulhe Platão, no que tange à igualdade de gênero, em que Platão é contrário a Aristóteles,e , que segundo ele, em sua obra " A República", homens e mulheres são iguais e podem exercer o mesmo cargo, bem como a chefia.