Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 01/03/2019

Assédio sexual não é um elogio

Diariamente, mulheres são obrigadas a lidar com intimidações, olhares, comentários de caráter obsceno, toques indesejados e importunações de teor sexual que são “justificadas” e “entendidas” pelo senso comum como elogios, brincadeiras ou características imutáveis da vida em sociedade. É o famoso “é assim mesmo, menina” quando, nada disso é normal e, nem tampouco, aceitável.

Uma pesquisa feita pela organização Énoiz Inteligência Jovem em 2015, apontou que o espaço público é o ambiente mais citado como local que não há segurança ou que se sentem mais desrespeitadas só pelo fato de serem mulheres. Cerca de 42% das mulheres brasileiras já foram assediadas sexualmente, segundo jornal Datafolha, e esses assédios não são só no Brasil, a maior potencia mundial (Estados Unidos da America) chega a um total de 60% da população feminina. (informações G1 noticias)

Apenas 11% dos casos de assédio físico e sexual, ameaça de violência física e ofensas verbais com ou sem teor sexual foram registrados. Os motivos que geram esse “silêncio” por parte das vítimas - medo de represália, insegurança, constrangimento e sensação de falta da punição adequada por parte das autoridades - contribuem para o agravo do quadro, e dificultam um posicionamento mais efetivo por parte do estado. Não são apenas populares que fazem assédios muitos famosos, com carreiras brilhantes já fizeram assédio tais como: Charlie Chaplin, Tiririca,  Biel, Victor Chaves,  Steven Seagal, Terry Richardson e outras dezenas de famosos.

Para combater o quadro citado é fundamental a denúncia por parte das mulheres e que prossigam na ação. Ademais, o poder legislativo precisa “redesenhar” as leis para o devido enquadramento e punição desse tipo de caso, inclusive para casos de assédios verbais com teor sexual. Alem do mais, para erradicar a cultura machista no país e garantir uma sociedade mais igualitária, campanhas de igualdade de gênero e respeito mútuo devem ser realizadas nas escolas, ruas, apresentada mais na mídia, pois assim como dizia Aristóteles “Os homens são bons de um modo apenas, porém são maus de muitos modos”, são maus principalmente em não respeitar o direito das mulheres, e em não se dar o respeito de assediar uma pessoa que não esta lhes dando a minima atenção. Dessa forma os homens tem que entender que não é não.