Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 01/03/2019
Ao analisar o tema dos desafios para reduzir os casos de assédio sexual, nota-se que que há uma persistência desse tópico mesmo com o passar dos séculos e a evolução da mentalidade humana, perduração essa gerada por processos históricos que contribuíram para criar a chamada “cultura do estupro”. Diante disso, é fundamental que discorra-se sobre esse enunciado para que se ache uma solução rápida e eficaz.
Em primeira análise, é importante ressaltar que foi nos tempos medievais que a estrutura familiar patriarcal teve sua gênese, com ela foi construído o estereótipo de que era por obrigação da mulher realizar apenas as tarefas de casa, cuidar dos filhos e do marido, enquanto ele deveria prover o sustento para o lar e nada mais. Porém, apesar de já ter se passado vários séculos, tal paradigma ainda persiste no arranjo familial. Dados da OMS (Organização Mundial de Saúde) mostram que uma em cada três mulheres sofre violência doméstica. Com isso, nota-se que o fator histórico supramencionado serviu de arcabouço para a prática de violência no âmbito familiar.
Mediante a isso, é tácito citar que fatores históricos geram consequência quase irreversíveis nos dias atuais, pois o assédio é um dos tipos de violência que a mulher pode sofrer, ato esse que poder ser praticada por cantadas, assobios, comentários de cunho sexual, toques indevidos e, em pior caso, estupro. Um dado alarmante da Organização Internacional de Combate à Pobreza (ActionAid) mostra que 86% das mulheres brasileiras já sofreram assédio por alguma das maneiras supracitadas, com isso percebe-se que fatores históricos e uma vacuidade na repressão contra esse tipo de crime geraram o que se conhece hoje como “cultura do estupro”.
Diante dos fatos abordados, é necessário que que haja um combate à essa cultura do estupro por parte do governo por meio da criminalização de músicas que insultam a figura da mulher, de filmes ou novelas que exaltem a violência contra o corpo feminino e comerciais que incitem a prática do assédio. Além disso, é fundamental ainda que exista um repressão a essa prática por meio da disseminação do dique denúncia, da criminalização de atos que agridam a mulher, seja no âmbito físico ou psicológico, com o fito de que as mulheres sintam-se mais seguras para denunciar. Todas essas ações devem ser tomadas pelo poder público, a fim de que paulatinamente o paradigma da violência, do assédio e do estupro contra a mulher seja barrado.