Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 08/03/2019

Em 2018,na Copa do Mundo,um vídeo cruel de uma mulher russa sendo assediada por brasileiros, foi exposto nos meios midiáticos,chocando grande parte da população mundial.Fato que se deve ,principalmente, à banalização do assédio sexual .

Primeiramente,uma sociedade com raízes patriarcais, tende a naturalizar assédios.O filme Desmundos ,que retrata o Brasil no período colonial,demonstra o quanto as mulheres da época eram assediadas com a justificativa de serem “obedientes " aos seus maridos.De acordo com do Datafolha,86 por cento das  mulheres atuais,já sofreram assédio sexual pelo menos alguma vez e 20 por cento desses,ocorreram dentro da própria família ,sobretudo com seus parceiros.

Somado a isso,muitas mulheres ,não denunciam o assédio sexual cometido e acabam de uma forma infeliz, fomentando novos casos. Pesquisas realizadas pelo Jornal Globo ,afirmam que 60 por cento das mulheres assediadas não recorrem à denúncias por sentirem medo ,vergonha ou por não terem o reconhecimento devido.Cerca de 40 países ,sobretudo na África e Oriente Médio ,sequer reconhecem o assédio sexual como prática criminosa ,deixando de contribuir ,significativamente,para a diminuição desse crime.

Se evidencia,portanto, que a naturalização do assédio sexual,ocorrido principalmente com mulheres,é demasiada.A fim de minimizar esse crime ,a ONU(Organização das Nações Unidas)deve realizar eficazes intervenções em países com altos índices de assédio sexual,em parceria com Ministérios educacionais e jurídicos ,por meio de palestras e aplicação de leis efetivas para assim, aumentar as chances de conter essa prática desumana.