Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 09/03/2019
Assédio: tratamento que precisa ser abolido
Com o advento do feminismo e de suas lutas e movimentos, muito já foi conquistado pelas mulheres, como o direito ao voto, estudo e trabalho. Contudo, ainda existem diversas situações no mínimo constrangedoras a que o sexo feminino é submetido a serem discutidos que não foram muito bem esclarecidos, como os casos de assédio. Sendo um dos seus motivos a falta de esclarecimentos e percepção arcaica sobre a mulher.
Episódios de assédio são mais comuns do que deveriam ser, normalmente, são cometidos por homens em direção as mulheres e sua grande ocorrência se deve a característica de que muitos não entendem muito bem o que se classifica como um assedio, interpretando, muitas vezes, como um simples elogio ou paquera. Entretanto, a diferença destes é que a pessoa assediada não se sente bem, geralmente o ocorrido causa medo, nojo e até mesmo culpa.
Ainda assim, mulheres são ,frequentemente, de forma consciente ou não entendidas como objetos, estando no ambiente para ser consumido ou exibido. Essa perspectiva legitima que essas pessoas possam receber e desejem atenção sobre suas aparências, mesmo sem solicitar, pois ainda perpetua a crença errônea que o ápice da vida feminina é encontrar um parceiro homem e assim se casar.
Sendo assim, é necessário abrir a discussão em relação a assedio com a sociedade como um todo. As prefeituras em associação com ONGs , poderiam promover nas escolas debates sobre o assunto de modo a esclarecer aos jovens sobre esse tratamento. Os canais midiáticos como o rádio e TV poderiam incentivar as denuncias e informar canais de atendimento a vitima. O ministério da mulher e dos direitos humanos em associação com órgãos de defesa poderiam trabalhar de modo a capacitar melhor os funcionários para o atendimento de pessoas assediadas, com empatia e mais informação de como agir. De modo a amenizar essa problemática.