Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 06/03/2019

É de conhecimento geral que os casos de assédio sexual têm crescido exorbitantemente no Brasil. E, de acordo com as leis vigentes no país, é definido como todo comportamento, sem consentimento da vítima, afim de constranger e obter vantagem sexual. Por outro lado, a luta para atenuar tais episódios é árdua. Todavia, obstáculos como sociedade patriarcal e objetificação da mulher dificultam tal redução.

É indiscutível que a luta feminina por seus direitos é de longas datas. Entretanto, está enraizada sócio e culturalmente a sobreposição do homem à mulher, notada na objetificação do corpo feminino apenas com finalidade sexual. Simultaneamente ocorre um crescimento dos casos de assédio e consolida-se a cultura do estupro, cultura essa que naturaliza e justifica moralmente atitudes de violência sexual como culpa da mulher.

Dado o exposto da pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada(IPEA), cerca de 80% das mulheres brasileiras entrevistadas passaram por algum episódio de assédio. Os dados tornam-se mais alarmantes ao analisar o número de mulheres que não denunciam esses atos, em média 70%, de acordo com o jornal O Globo. Isso deve-se, principalmente, ao tabu social existente em relação a independência feminina, ademais a coerção masculina é imensa e reforçada pela justiça falha do Brasil.

Por conseguinte, faz-se necessário um maior engajamento estatal, que junto ao Ministério da Educação proporcione mecanismos de educação sexual nas escolas, para que crianças e adolescentes saibam identificar casos de assédio e violência sexual. Para mais, uma maior eficácia dos métodos punitivos aos assediares, afim da mulher sentir-se segura para efetuar tais denúncias e não ter medo de dizer “Não é não”.