Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 02/03/2019
Assédio sexual no transporte público, assédio no trabalho, comentários com conotação sexual e assobios são algumas das situações enfrentadas por mulheres em todo mundo, que causam constrangimento, medo e revolta. Como mudar este cenário? A mulher realmente possui culpa pelas agressões sofridas?
Em vista disso, analisa-se que durante o período medieval na Europa, as mulheres eram vistas como fonte de pecado e, portanto, eram consideradas culpadas por atrair a atenção e levar os homens a lascívia. Na atualidade, esta visão errônea é parcialmente reproduzida ao se atribuir a mulher responsabilidade por sofrer diversas formas de violência.
Outrossim, esta cultura que culpabiliza a vítima e inocenta o agressor, proporciona uma legitimidade ao delito e consequente aumento nos casos de assédio, além de constranger as mulheres a não denunciarem por se sentirem causadoras da agressão.
Ademais, a inércia por parte da população e do Estado faculta a propagação de crimes contra a mulher, pois um posicionamento de combate efetivo de tais práticas poderia levar a uma redução em suas ocorrências, nas palavras de Martin Luther King ‘‘O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons’’.
Diante do exposto, cabe ao governo criar campanhas de incentivo a denúncia, medidas que garantam a proteção da mulher no transporte público e legislações eficientes que punam severamente os agressores. Estas providências proporcionarão não somente a segurança da população feminina, mas também a criação de uma sociedade mais harmônica e isonômica.