Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 02/03/2019
O gênero mais fraco, delicado e indefeso, são estas as características atribuídas ao gênero feminino. Sabe-se que este pensamento, além de popular, é histórico. Ademais, o sistema patriarcal enraizado na cultura brasileira agrava ainda mais a situação. Dados do IBGE juntamente com Pnad mostram que a população feminina cresceu consideravelmente no país. Infelizmente, os índices de violência contra a mulher, casos de assédio e agressões físicas e psicológicas, cresceram simultaneamente.
O sentimento de insegurança assola a vida cotidiana de uma mulher, o famoso “fiu fiu”, as cantadas e as piadinhas de “azaração” são uma triste realidade. Para mais, a ideia de que essas atitudes não se caracterizam como assédio e o medo de denunciar tais atos promovem a impunidade e, por conseguinte, a continuidade, gerando um ciclo. Por outro lado, o perigo também se encontra nas casas das vítimas, atos de crueldade e desumanidade vindos daqueles que deveriam proteger e zelar pela saúde da vítima. Como aconteceu, por exemplo, com a adolescente Eva, que sofreu abusos do padrasto que perdurou por sete anos, outro caso ocorrido em âmbito familiar, tendo também uma adolescente como vítima, aconteceu no interior do Ceará, onde cinco irmãos abusaram sexualmente da sobrinha. A maioria das vítimas temem a denúncia, por medo de julgamentos, da reação do agressor ou por vergonha. Movimentos de empoderamento, como o feminismo, ajudam e encorajam as mulheres a denunciarem.
Dessa forma, é inegável a importância do apoio familiar nessas situações. Encorajar, proteger e ajudar mulheres vítimas é essencial para fortalecer-las e fazê-las sentir seguras, não importando o lugar ou a roupa que usem. Outrossim, pode ser feito pela união da “internet”, através de aplicativos, juntamente com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos para encorajar a denúncia e evitar novas vítimas. Propagandas sobre o assunto, educar crianças para que possam reconhece um possível abuso e o acompanhamento familiar depois da denuncia é de suma importância para o bem estar psicológico da vítima.