Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 05/03/2019

O filme egípcio “Cairo 678”, de 2010, retrata o quanto a mulher sofre objetização e é calada diante a denúncias de casos de assédio. Fora das telas, é irrefutável que esse cenário faz parte da realidade mundial. Para tanto, no Brasil, a ocorrência de situações de assédio sexual são alarmantes, a qual se deve aos desafios de aumentar e efetivar os meios de ajuda e denúncia à vítima, bem como o de romper com ideais estereotipados.

Em primeiro plano, no filme “Cairo 678”, as mulheres são assediadas a todo tempo, e sempre que procuram ajuda à justiça são colocadas como culpadas. Embora essa temática tenha ganhado espaço em debates, a questão ainda perpetua em escala global. De tal modo, isso se manifesta devido à ineficácia em meios de denúncia frágeis e que não se mostram efetivos a ponto de propor segurança à vítima. A exemplo disso, o ator Kevin Spacey, da série televisa “House of Cards”, assediava sexualmente pessoas da produção e isso só veio à mídia depois das vítimas se sentirem seguras para relatarem o ocorrido.

Ademais, a partir da década de 70, o termo “patriarcado” mostrou-se um grande opositor às lutas feministas. Assim, tal fato evidencia que a dominação masculina, quanto à subordinação do feminino, tornou-se uma importante barreira para a quebra de estereótipos dentro do meio social. Em decorrência disso, crianças aprendem a se comportarem, por exemplo, de forma a terem tendências de molestadores, por meio de um assobio que a família impõe, às vezes, ou até mesmo xingamentos que atacam sexualmente garotas.

Em suma, o assédio sexual está presente em demasiados aspectos do campo social. Faz-se necessária, destarte, a intervenção do Ministério das Comunicações nas mídias sociais, por meio de campanhas que divulguem, além do número para denúncias, histórias de pessoas que efetivaram a ajuda e o sucesso após tê-lo feito, inspirando vítimas que se calam diante ao assédio. Além disso, o MEC deve investir em campanhas nas escolas entre pais e filhos, a ponto de desenvolver debates e contribuir para a formação social dos familiares e dos alunos, haja vista que assim “Cairo 678” passará a ser apenas um documentário de uma Era passada da humanidade.