Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 03/03/2019

A naturalização da visão patriarcal

As questões de assédio sexual no Brasil tem remanescência do período colonial, em que havia forte presença do patriarcalismo. Na presente conjuntura social ainda há tais resquícios com forte marcas de estereótipos, mas movimentos contrários têm aumentado nos últimos anos com forte engajamento social, a fim de solucionar um problema tão antigo entretanto tão agressivo em pleno século XXI.

A sociedade brasileira ainda tem uma visão muito restrita quanto à vítima e ao culpado, uma vez que é muito comum ouvir “Usando essa roupa tava pedindo mesmo” em casos de abuso e assédio, por exemplo, quando, na verdade, não é roupa que determina caráter, porém é lógico observar que ao vitimizar o culpado a situação repete-se e torna-se impune, favorecendo no aumento do machismo, o qual está intimamente ligado aos referidos acontecimentos.

Ademais, é indubitável afirmar que é notório o crescimento do engajamento social juntamente com a empatia, tendo em vista que o carnaval de 2019 conta com o movimento “Não é não”, o qual possui apoio até de homens, o que antes era muito raro, e acaba fortalecendo a causa contra impertinências, além disso as festas carnavalescas de 2019 são as primeiras com a aplicação da Lei de Importunação Sexual, que visa proteger as mulheres contra respectivas violações.

Portanto, é notório que ainda existem resquícios do patriarcalismo entre os cidadãos. Logo, o Ministério da Educação juntamente com a família deveriam descaracterizar a visão machista, além disso a mídia deveria parar de acobertar os casos graves e de grande repercussão, através da divulgação e especulação de tais acontecidos a fim de promover um corpo social mais harmônico e participativo nos movimentos.