Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 11/03/2019
Segundo a Constituição Federal brasileira, um dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil é promover o bem de todos, sem quaisquer formas de discriminação. Contudo, no contexto atual, tal norma é corrompida, visto que os casos de assédio sexual são uma realidade constante devido ao machismo enraizado na sociedade, como também a cultura do estupro ascendente.
Em primeiro plano, cabe analisar fatores que corroboram a problemática, a exemplo da herança histórico-cultural. Isso decorre desde os primórdios da formação do meio social, segundo o paradigma patriarcal em que o homem está inserido, tratando a mulher como um objeto em uma situação de poder. Lamentavelmente, tal pensamento persiste, e hoje, são comuns os casos inconvenientes em trens, metrôs e ônibus, acarretando traumas à figura feminina, tais vistas como propriedade.
Ademais, convém lembrar que a cultura do estupro é culminante nessa situação. Prova disso é a tentativa, através da sociedade, de justificar a violência contra mulheres atribuindo o valor feminino à conduta das mesmas. Segundo uma pesquisa divulgada pelo IPEA, 26% dos brasileiros concordam que “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”. Como resultado disso, tal realidade permanece imutável no corpo social.
Portanto, medidas devem ser efetivadas para reduzir esses entraves. Logo, é fundamental que a mídia aborde essa problemática, através de programas, novelas e filmes, com o intuito de desconstruir a imagem vigente do sexo masculino como superior. Além disso, fica evidente que o Ministério da Saúde promova campanhas, em parceria com veículos midiáticos, que abracem a mulher para que tal não se sinta culpada e possa denunciar os agressores. Aumentando, assim, possibilidades de alcançarmos uma sociedade mais justa e harmônica.