Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 09/03/2019

Insistência e obsessão são palavras que podem definir o assédio, que é o responsável pelo abalamento da dignidade e liberdade da mulher.

No Brasil, a cultura do assédio está cada vez mais natural e enraizada, tendo a mulher vista como um objeto para satisfazer prazeres. Mulheres relatam serem assediadas na rua, em transportes públicos, no trabalho, em escola ou faculdade e até mesmo em casa. Até quando isso continuará?

Assobio; olhares insistentes; comentários sexuais; xingamentos; perseguição; carícias indesejadas; amostra de partes íntimas e estupro são exemplos de situações que mulheres são expostas por culpa da sociedade.

Denúncias são feitas e nenhuma providência tomada, tirando aquele pouco de coragem que se tinha para prestar queixa do fato ocorrido. Estão culpando a vítima, depositando a responsabilidade nas roupas, se ela bebe ou não e no modo de falar. Fazem de tudo para calar cada uma, para deixá-las com medo. Em vez de exigirem respeito, exigem silêncio.

Pode-se dizer que o fim do assédio é algo utópico ao analisar a situação vivida atualmente. Há movimentos que lutam para obter, pelo menos, a redução destes violamentos, o mínimo de respeito e empatia, mas para isso precisam ser ouvidas e apoiadas.

Tudo dito parece ser um tanto obvio, mas se este tema ainda é levantado é que muitos ainda não compreenderam a importância de respeitar uma mulher e parar de objetifica-lá. E com a ignorância vinda destas pessoas, a falta de interesse delas nesta questão, dificultam o processo de redução do assédio.

Com as informações apresentadas é possível concluir que ainda há uma longa trajetória para obter a igualdade do direito de ir e vir entre homens e mulheres. Não deveria ser aceito atingir a integridade de alguém de nenhuma forma!