Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 11/03/2019
Na Grécia Antiga, as mulheres não eram consideradas cidadãs por causa de seu sexo, nisso, elas participavam de um corpo social estruturalmente patriarcalista. Atualmente, no Brasil, tem-se um contexto análogo a essa situação: a sociedade é baseada em princípios machistas, o que traz como consequências a disseminação da cultura do estupro e a idealização da mulher como objeto.
Em primeira instância, a cultura do estupro não pode ser explicada como normal ou natural. Conforme notícias divulgadas no Jornal Nacional, cotidianamente, cerca de 50% das mulheres sofrem assédios sexuais em ambientes populares e de trabalhos. Nesse sentido, vale dar ênfase a comportamentos que contribuem para a difusão dessa cultura, como este: a proximidade “acidental” dos corpos masculinos em mulheres durante trajetos em transportes públicos.
Em segunda instância, a sociedade brasileira é marcada pela concepção da objetificação do sexo feminino. Na contemporaneidade, existem estilos musicais e publicidades que a mulher é estereotipada como um mero objeto sexual, funk e algumas propagandas de cervejas, respectivamente. Ademais, é válido ressaltar que, devido a essas objetificações as mulheres sofrem assédios, pois elas têm seu caráter baseado pela sua aparência física ou pelas suas roupas.
Fica evidente, portanto, que a ideia de assédio sexual deve ser deturpada da sociedade, juntamente com a herança machista. Inicialmente, cabe às escolas de Ensino Fundamental e Médio, por intermédio de debates e projetos lúdicos esporadicamente, oferecer aos discentes uma visão ampla sobre a cultura do estupro e como ela está sendo cada vez mais propagada, para que, diante disso, esses hábitos tornem-se menos frequentes. Além disso, é necessário que a mídia propagandista, por meio de publicidades, desconstrua a imagem estereotipada da mulher em qualquer que seja a propaganda, a fim de que a perspectiva diante do sexo feminino como objeto seja findada.