Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 10/03/2019
A objetificação da mulher existe desde os primórdios da humanidade. Seja na Pré-História ou na Grécia Antiga, por exemplo, essas eram frequentemente tidas como inferiores aos homens e usadas como uma espécie de instrumento destinado à reprodução. Atualmente, como no passado, os fatores se repetem: o sexo feminino é inferiorizado e concebido como reles e realizante dos desejos sexuais masculinos. Segundo o instituto de pesquisas Datafolha, no último ano, cerca de 42% das brasileiras acima de 16 anos sofreram algum tipo de assédio sexual. Tais estatísticas, somadas a n outros coeficientes, como uma média de 164 estupros por dia, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), revelam o caráter patriarcal em que vive a sociedade do Brasil. Esses quadros, então, enfrentam empecilhos que dificultam sua modificação, vista a predominância do pensamento egocêntrico masculino nas raízes do país.
O filme Doce Vingança, do americano Steven Monroe, mostra uma jovem que, sequestrada por um grupo de homens, é torturada e abusada sexualmente. Fora da ficção, o longa é uma crítica profunda ao machismo, bem como o sentimento de superioridade, presente na sociedade, por parte dos homens. Esses, através das cantadas ou do “fiu-fiu”, desrespeitam as mulheres e, incluído a isso, as oprimem. Assim, devido a fatores históricos, são visíveis as desigualdades sociais impostas a essas, resultando em situações de constrangimento e invasão de privacidade.
Dessa maneira, é necessária uma maior conscientização da população acerca da importância do não-desrespeito ao feminino. Para isso, o governo deve, por meio de campanhas e palestras, modificar a mentalidade dos indivíduos. Além disso, o sancionamento de leis mais rígidas para assédios e crimes contra a moral da mulher deve ser realizado, de forma que o desrespeito e a inferiorização dessa possam existir apenas na ficção.