Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 10/03/2019

Na mitologia grega, Medusa era conhecida por sua imensa beleza e encantamento, Poseidon por sua vez, entrou na sala aonde Medusa se encontrava e a estuprou. Atualmente, com todo reconhecimento feminino, ainda se faz presente cenas como essas -estupros, assédio e violência- contra a mulher. Nessa esteira, com a criação da Lei Maria da Penha que tem como objetivo; defender e proteger as mulheres, não tem agido com plenitude. Dessa forma, nota-se que combater o assédio é uma forma de salvaguardar à justiça feminina.

A escritora nigeriana Chiamamanda Adichie afirma que; a sociedade sexualiza a mulher desde o seu nascimento até à sua morte. Dessa forma, nasce a cultura do abuso sexual e estupro na sociedade, na qual a mulher é vista como objeto. Além disso, a Secretária de Políticas para as Mulheres confirma que a maioria dos criminosos -que assediam ou estupram- culpam os vestimentos, ou até mesmo a posição que a vítima se encontrava.

Outrossim, a Lei Maria da Penha foi estabelecida pelo poder Judiciário no intuito de; proteger e defender a mulher. Diante disso, a lei não está com sua plena prática. Com base no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE) afirma que menos de 48% dos casos que são levados para a polícia -Maria da Penha- são resolvidos. Dessa forma, permitindo que os criminosos permaneçam soltos para causar mais conflitos na sociedade.

Por fim, para combater os assédios e violências sexuais, faz-se necessário maior rigidez na aplicação da Lei Maria da Penha e criação de punições mais rígidas. Ademais, cabe ao poder publico -Executivo, Legislativo e Judiciário- garantir uma maior segurança nos lugares públicos, com policiais a disposição para receber denuncias e ajudar contra atos de assédio e violência. Além disso, programas sociais no intuito de afirmar que interação sexual não permitida é crime. Dessa forma, combater a violência e assegurar a justiça feminina.