Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 05/03/2019
Durante a Idade Média, as mulheres eram objetos sexuais para satisfazer dos desejos dos homens. Foram violentadas, assediadas estupradas e por fim, permaneceram caladas pois suas vozes não tiveram vez. Em pleno século XXI, tal barbárie ainda é presente na sociedade brasileira, e faz com que as mesmas se sintam desprotegidas e culpadas, nesse âmbito é nítido que o problema possui raízes históricas no passado.
O assédio sexual é um comportamento que constrange, humilha, e muitas vezes, desestabiliza psicologicamente a vítima. O artigo 5 da Constituição de 1988 afirma que ninguém será submetido a tortura nem a um tratamento desumano ou degradante. Contudo, infelizmente, a lei não faz jus à realidade.
Segundo a escritora nigeriana Chimanda Ngozi, se vemos uma coisa com frequência, ela se torna normal. No Brasil, de acordo com dados da revista Superinteressante, 86% das mulheres já sofreram algum tipo de abuso. Isso se deve a uma cultura machista, que condena a mulher como culpada, por provocar com suas vestimentas, e descreve o homem como a vítima, por não conseguir conter seus instintos. Além disso, essa cultura ensina às crianças que mulheres são frágeis, fracas e submissas aos homens, já esses são fortes, pegadores e violentos por natureza. Nessa conjuntura, torna-se comprovada a veracidade da frase de Chimanda, já que, o abuso sexual está se tornando algo normal pois é sempre presente no cotidiano brasileiro.
Dessa forma, faz-se necessária intervenção do Estado, a fim de garantir os devidos direitos às mulheres. Primeiramente o Governo Federal deve conscientizar as mesmas da importância da denúncia, por meio das mídias sociais e de palestras. Além disso, o Ministério da Justiça e Segurança deve ampará-las, punir os agressores com multas e trabalho voluntário e por fim, elaborar projetos escolares que promovam igualdade de gênero para os alunos. Feito isso, as verdadeiras vítimas - as mulheres - poderão se sentir seguras dentro da sociedade em que vivem.