Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 04/03/2019
Cultura do estupro é um contexto em que a violência sexual é banalizada e legitimada, e a vítima, na maioria das vezes do sexo feminino, é considerada culpada do abuso que sofre. É incontravertível o alto índice de mulheres que sofrem de assédio sexual em todo o mundo, o que pode ser justificado por fatores como a evidente presença de ideais machistas na criação de homens membros da sociedade, e o medo crescente das vítimas de denunciarem seus agressores.
É comum atualmente o valor da mulher ser erroneamente associado a sua conduta sexual. Pesquisas comprovam que, só no Brasil, 58% dos entrevistados acreditam que a mulher e culpada por ser assediada, devido a comportamentos como sair sozinha e usar roupas curtas. Além disso, desde criança muitos garotos vivenciam exemplos patriarcais no âmbito familiar e crescem com o ideal machista de que o desejo do homem tem supremacia sobre o da mulher.
Ademais, é crescente o número de casos de abusos sexuais que não são denunciados por medo ou vergonha por parte da vítima. Isso se deve, muitas vezes, ao fato de a maioria dos casos de violência sexual serem praticados por pessoas conhecidas pela vítima, o que faz com que essa se sinta intimidada pela presença do agressor. Outrossim, algumas mulheres tem medo de uma possível retaliação, já que a pena para assédio sexual ainda é insignificante em alguns países, como no Brasil (detenção de 1 a 2 anos), e o agressor rapidamente fica livre.
Logo, tendo em vista o caráter problemático da violência sexual e sendo previsto seu avanço, é imperioso que os governos dos países onde ainda são baixas as punições para esse tipo de crime, criem uma emenda constitucional que aumente a duração da pena, com o objetivo de diminuir as infrações. Além disso, é importante a ação da mídia, divulgando campanhas de concientização, que alertem as mulheres sobre a importância de denunciar seus agressores, para que esses sejam devidamente punidos.