Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 08/03/2019
Em “Mulheres de Atenas”, de Chico Buarque, é explícita a maneira com que as pessoas do sexo feminino eram tratadas na Grécia Antiga, normalmente submissas a sociedade patriarcal. Elas já tiveram grandiosas conquistas, no entanto ainda será necessária muita luta, uma vez que, frequentemente são violentadas, moral e fisicamente, em diversos espaços diferentes, mostrando que ainda existem indivíduos que veem mulheres como objetos.
Em primeira análise, vale ressaltar que segundo Pierre Bourdieu, o modo de enxergar a violência do homem contra a mulher natural é uma opressão simbólica, uma vez que viola os direitos humanos. Tal brutalidade, além de física, pode ser também moral e psicológica, já que é capaz de deixar as vítimas com diversos traumas e medos. Absorver este pensamento, é regredir vários séculos, ou como citou Cazuza, é “o futuro repetindo o passado”.
Além disso, de acordo com o site “Chega de Fiu-fiu”, cerca de 90% das mulheres trocaram de roupa por medo de serem violentadas. Tal fato, evidencia o pensamento machista, resumido em achar que vestimentas motivam a cultura do assédio. Porém, a justificativa utilizada se faz inconsistente, já que, a maioria dos casos de feminicídio ocorre dentro das casas das vítimas, por pessoas ditas confiáveis. Isto mostra que não importa a roupa ou local onde esteja, o assédio ocorre e é crime.
Em suma, medidas para garantir a dignidade às mulheres precisam ser tomadas. Iniciando pela Polícia Federal, que deve fortalecer as leis de combate ao feminicídio, além de buscarem parcerias com ONGs para que possam atender da melhor maneira possível qualquer vítima que buscar ajuda, por meio dos funcionários e voluntários, com intuito de fazer com que ela se sinta mais confortável. Ademais, os grupos de assistência a mulher devem criar murais explicativos para serem colados em espaços públicos, além de propagandas para divulgação pela mídia, através de homens e mulheres que estejam dispostos a falar de assédio.