Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 05/03/2019
Segundo o inglês John Lock, criador dos princípios da filosofia política iluminista, os homens são portadores de direitos naturais, dentre eles a vida e a liberdade. No entanto, no cenário brasileiros atual observa-se justamente o contrário quanto a questão do assédio sexual. Diante desse contexto, a impunidade e o machismo configuram-se como agentes agravantes da situação.
Em primeiro plano, é preciso atentar para a falta de respeito com que homens tratam mulheres. Fato este, ocorrido pela normalização do assédio e a falta de punição efeciente para os culpados. Logo, tem-se como consequência a generalização da impunidade perante os criminosos e o sentimento de insegurança coletiva pelo sexo feminino, visto que, mais de 80% não gostam de receber cantadas na rua e já tiveram seus corpos tocados sem permissão.
Além disso, o assédio sexual encontra terra fértil no machismo, que é algo presente e cultural em nossa sociedade desde os primórdios da existência humana. Em virtude disto, há como resultado o feminicídio, pois diariamente mulheres são mortas por motivos fúteis ou simplesmente por serem mulheres. Como foi o caso da advogada Tatiane Spitzner, assassinada pelo marido ao ser jogada de seu apartamento. Essa combinalção de fatores acaba contribuindo para a persistência de todos os tipos de violência contra mulher, além de ferir os preceitos iluministas de Locke.
Portanto fica evidente a necessidade de uma tomada de medidas estratégicas que alterem este cenário. Tais como uma profunda reforma nas leis que punem o assédio, tornando-as mais rigorosas, sendo realizadas em âmbito nacional pelo poder Legislativo em parceiria com o Ministério da Justiça, para garantir que os assediadores paguem por seus delitos. Deste modo, as mulheres poderão viver com mais segurança, tendo seus direitos naturais respeitados e, assim, fazendo com que o legado de John Locke seja cumprido.