Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 07/03/2019
Os casos de assédio sexual não é um problema atual. Ademais, desde a época da colonização sabemos que a miscigenação não foi nada favorável as mulheres, como resultado, obteve-se essa cultura do assédio sexual e estupro que infelizmente hoje é uma violência banalizada.
Ademais, essa tal realidade causadora do problema em questão, foi comprovada pelo artigo da ONU Mulheres no Brasil em 2016, o qual diz que 86% das mulheres brasileiras sofreram assédio em público. Dessa forma, podemos perceber que hoje a sociedade machista vê a mulher como um objeto, se aproveita de sua vulnerabilidade e ultrapassa os direitos de mulher deixando sequelas emocionais e muitas vezes físicas. Portanto, é necessário que esclareça à muitos homens que uma mulher andar por um local público não torna o corpo dela público, afinal, o corpo de uma mulher só pertence a ela mesma.
Em virtude dos fatos observados, nota-se que o combate deve ser diretamente na fonte do problema, e não nas consequências. O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos em parceria com a ONU Mulheres deve propagar a campanha “Chega de Fiu Fiu”, que foi criada para lutar contra o assédio sexual em locais públicos, mas recebe todos os tipos de denúncias, e para maior segurança visa a denúncia anônima se caso a mulher se sinta mais protegida dessa forma. Não o bastante, o Ministério da Segurança Pública deve voltar seus olhos as mulheres e realmente lhe dar segurança, como por exemplo a ronda de mais viaturas nas ruas a noite. Ainda mais, o Feminismo deve ser propagado pelo Ministério em favor da mulher, como por exemplo a ação de rodas em praças, para que mulheres se sentam mais apoiadas umas pelas outras e compartilhem seus depoimentos, e então disseminar direitos equânimes e uma vivência humana por meio do empoderamento feminino e da libertação de padrões patriarcais, baseados em normas de gênero. Dessa forma a mulher aprenderá a ter mais voz e reagir a casos de assédios, sejam eles morais, sexuais, psicológicos, físicos e patrimoniais.