Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 06/03/2019
Entre o silêncio e o medo
O contato intimo com indivíduos quando não desejado por uma pessoa é caracterizado como assédio sexual, e pode ser de cunho verbal, físico e/ou sexual. No Brasil, esse comportamento é comum em locais de trabalho e culturalmente aceito no sistema familiar, e ainda é um grande desafio para o combate e redução dos casos dessa violência.
Assédio. É a série produzida pela Rede Globo que busca denunciar sucessões de abusos venéreos com pacientes e funcionárias realizados por um renomado médico, que por conta de seu status na mídia tenta ocultar este crime. Frequentemente encontramos situações como essa no trabalho, vivenciadas por colaboradores que muitas vezes por necessidade e por medo de serem demitidos se submetem a esse abuso inúmeras vezes. Além disto, quando as vítimas se queixam maior parte das autoridades policiais se recusam a registrar ocorrência, demonstrando desinteresse pela causa.
Outro aspecto importante é a disfuncionalidade familiar, onde mostra que maior parte do assédio sexual ocorre por pessoas mais próximas, e ainda que grande parte dos afetados são crianças e adolescentes. Conforme a Organização Mundial da Saúde toda criança tem direito à saúde e à vida longe da violência, porém isso foge da realidade no país. Ademais, vítimas desse comportamento podem adquirir graves problemas psicológicos, pois se sentem culpadas e se recusam a falar o que acarretará no futuro pessoal, social e profissional.
Evidente, portanto, que o assédio sexual e sua redução ainda é uma problemática para o Brasil. E cabe principalmente à família em casa, a partir de conversas educar cidadãos e que assédio é crime. Assim como a mídia, formadora de identidade cultural, convém noticiar meios de denuncias e desvincular o ideal que a vítima é culpada por meio de propagandas, filmes e novelas em televisões e redes sociais.