Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 11/03/2019

De acordo com a socióloga Hannah Arendt, a medida que atitudes agressivas ocorrem constantemente, as pessoas param de vê-las como erradas. Tal premissa evidencia os desafios encontrados na redução de casos de assédio sexual. Diante disso, a objetificação da mulher e a naturalização do machismo, obstaculariza a diminuição do assédio moral e sexual.

A priori, a aristocracia patriarcal na Grécia Antiga reforçava a ideologia de que homens eram superiores às mulheres e essas a seres inferiores. Nessa lógica, hodiernamente é notável que ainda é crescente a fixação em deturpar a imagem da mulher a um nível de objeto. Outrossim, o assédio sexual está intrinsecamente ligado com o poder, favorecendo ao corpo social masculino disseminar comportamentos que incluem violência física e mental. Dessa maneira, as mulheres vítimas do abuso ficam desprotegidas e sem assistência emocional.                                                                             Além disso, a naturalidade de condutas machistas colabora drasticamente para perpetuar a cultura do estrupo. Consoante à isso, campanhas publicitárias perpassam a ideia de que o corpo feminino é de livre acesso. À exemplo disso, a propaganda da cerveja Skol tem como discurso a frase “deixei o não em casa”, no qual promove-se acometimentos diversos como, toques e sons inapropriados sem o consentimento, insultos, cantadas e agressões. Logo, tais situações tornam-se perigosas e preocupantes em relação a sociedade feminina.

Portanto, para atenuar as temáticas supracitadas, é necessário que o Governo Estadual juntamente com Governo Municipal crie ações que protejam as mulheres com ajuda psicológica e médica, além de proteção policial as vítimas de assédio por meio da fundação de ONG’S para a resolução de casos de assédio sexual e moral, para que assim as mulheres possam se sentir mais seguras para denunciar assediadores. Em soma à isso, é fundamental que o Governo Federal proíba propagandas midiáticas com o cunho de sexualização da mulher.