Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 10/03/2019
Gestos de cunho sexual, palavras, ou “simples” olhares. Este tipo de violência - muitas vezes banalizada - pode vir de formas distintas, e igualmente problemáticas. O assédio sexual faz parte do cotidiano da maioria das mulheres, que muitas vezes culpam a si mesmas pelo ocorrido.
Os casos mais comuns são as “cantadas” desagradáveis, na rua. Com a certeza da impunidade, e com o argumento de ser apenas um elogio, os homens sentem-se no direito de fazê-las. Além de tudo, são apoiados pela sociedade, que tende a culpar a vítima, usando o local, horário, e as roupas usadas contra ela.
Tem-se por exemplo, o caso que ocorreu em 2016, envolvendo o cantor Biel, que assediou verbalmente sua entrevistadora - alegando ser apenas uma brincadeira. A jornalista, além de ter sido humilhada em seu local de trabalho, foi demitida, e recebeu diversas críticas por ter seguido normalmente com a entrevista.
Com o aumento da discussão a respeito de feminismo, as mulheres estão se sentindo cada vez mais à vontade para denunciar os casos, ou ao menos problematizar a situação. Ainda assim, o tecido social como um todo segue culpando a vítima ao invés do agressor, e por isso, muitas ainda não realizam as denúncias - seja por medo, ou até mesmo vergonha.
Objetivando, ao menos, reduzir os casos de assédio, é claro que uma boa estratégia é ter punições mais rígidas - e ter seu cumprimento garantido pelo judiciário. Entretanto, é necessário pensar em medidas de prevenção, onde uma mudança na educação seria necessária. Ampliar as discussões sobre feminismo nas escolas, e fazê-lo desde cedo, é essencial.