Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 08/03/2019

O termo “cultura do estupro” tem sido usado desde os anos 70 para apontar comportamentos sutis e explícitos que silenciam a violência sexual contra a mulher, a palavra “cultura” no termo reforça a ideia de que esses comportamentos não podem ser interpretados como normais, pois não são. As mulheres são as maiores vítimas do assedio sexual e são em grande parte as vezes acusadas que causarem tal ultraje. A priori devemos romper essa “cultura do estupro” que por anos tem prevalecido na sociedade, fazendo com que os homens banalizem e justifiquem a violência contra a mulher.

A India é um dos países que tem o maior numero de abusos sexuais registrados, pois é um pais que existe muito preconceito machista, impunidade e ademais. Destarte,vale ressaltar uma medida que foi tomada por um estado da India, criaram o “esquedrão de combate ao assedio sexual”, o grupo incluía homens e mulheres que eram responsáveis por fiscalizar o comportamento dos homens, medida essa que foi um gesto de benevolência já que o assedio é um problema grave. Além disso, vale relembrar que o assedio não deve ser combatido apenas em países que tem altos índices de abusos, mas em todos, pois é uma medida humanitária e deveria ser mais debatido e ter um apoio maior do governo.

Indubitavelmente, uma importante forma de combater o assedio nas escolas e a disseminação de informações sobre sexualidade e forma de relacionamento sem violência, além da divulgação de canais de denuncia existentes. Além disso, também é importante combater projetos de leis, como a escola sem partido, que visam dificultar o livre debate sobre questões de gênero nas escolas. Pois a educação é uma arma, mas é pouco utilizada para discutir questões de cunho social.

Nessa perspectiva, vale ressaltar o pensamento do filosofo brasileiro, Paulo Freire:" Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda" não se aplica a realidade brasileira. Visto que existem tabus quando temas como sexualidade são abordados nas escolas. Assim sendo, as escolas publicas e privadas devem criar um dia na semana para que façam orientação sexual por meio de palestras ou com profissionais especializados no assunto a fim de que os alunos e alunas tomem conhecimento quando estiverem sofrendo algum tipo de assedio uma vez tomarem conhecimento de tais atos haverá mais denuncias.

Apesar de a escola ser um grande agente na ajuda contra o combate do assedio, o governo junto com a mídias sociais devem criar campanhas publicitarias por meio das redes sociais e propagandas na televisão a fim de que mais pessoas fiquem informadas sobre como perceber que estão sendo vitimas de assedio. A família também pode ser um grande aliado, pois, por meio de conversas entre familiares e colegas podem alertar sobre não se calar diante de assédios.