Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 07/03/2019

Historicamente, o homem ocupava uma posição domínio em relação as mulheres, e isso deve-se as ocupações e deveres que os mesmos tinham, como trazer o sustento para a casa e direitos políticos, enquanto as mulheres cuidavam dos afazes domésticos, dos filhos e do próprio marido. Com o passar dos anos, a ideia de domínio transformou-se em machismo, uma vez que as mulheres conquistaram o seu espaço. A questão é que, mesmo com a evolução da sociedade, a cultura machista continua vigorando comportamentos considerados inadequados. Juntamente, a falta de denúncias e de uma massante divulgação da existência de leis punitivas contribuem para que o presente cenário permaneça inerte.

A superioridade masculina, durante séculos da história mundial, foi ditada e incentivada pela sociedade. Na Grécia antiga, por exemplo, somente os homens poderiam ter direito à discutir questões politicas e direito ao voto, cultura na qual influenciou grande parte do ocidente e oriente. O problema é que, apesar da evolução da sociedade, e o fato das mulheres conquistarem direitos dentro dela, pouco alteraram o comportamento masculino frente a questões como o assédio sexual. Ademais, uma parcela significativa da população, não havendo distinção de sexos, ainda atribui uma parte da culpa pelo assédio à própria vitima, demonstrando assim os traços da sociedade retrógrada e machista.

Outrossim, no Brasil existem leis punitivas para alguns tipos de violência contra as mulheres, como medidas protetivas, se houver tido algum relacionamento entre a vitima e o agressor, e/ou até mesmo a prisão do culpado, se houve violência física. Para a importunação sexual, em 2018, foi sancionada uma lei que pune os casos de assédio contra as mulheres, porém a falta de divulgação e denuncia contra os agressores contribui para a manutenção do presente cenário, uma vez que os mesmos, sem punição, podem cometer o mesmo ato com outras mulheres.

Assentada tais premissas, medidas precisam ser tomadas para a resolução do impasse. Cabe à sociedade o entendimento que não é possível tolerar comportamentos contra qualquer cidadão que o mesmo não o aceite. E também cabe, o apoiamento, assim como a iniciativa pela denúncia e luta contra os casos de assédio sexual, exigindo das autoridades as devidas punições para os agressores. E ao Governo Federal em parceria com as delegacias das mulheres, cabe a fiscalização rígida e a divulgação da recente lei punitiva, criando um cenário propício para que as vítimas se sintam seguras em denunciar, tendo a certeza que não será em vão.