Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 10/03/2019
Os números alarmantes, as imagens chocantes, os depoimentos e os fatos fazem com que sejam percebidos os assédios sexuais em grande escala no mundo contemporâneo. As porcentagens nos noticiários assustam, e a cada minuto mulheres são bravamente assediadas e violentadas, sejam elas estando em suas casas ou até mesmo nas ruas. E na maioria dos casos as vítimas estão sendo acusadas de serem culpadas. No Brasil, 86% das mulheres já foram assediadas e 44% já tiveram seu corpo tocado, e em sua maioria são elas crianças. Se livrar das investidas desrespeitosas o que para umas soa como brincadeira, para outras, se confirma como assédio. Incontestavelmente existem diversas maneiras de assediar uma mulher, o Assobio é uma forma mais frequente de se chamar atenção nas ruas, e já está sendo configurado um ato de assédio. Embora o estupro apareça com o menor número de mulheres entre as vítimas que os denunciam, não é sinônimo que essa violência seja menos alarmante que as outras, uma vez que 85,3% das vítimas desses casos são mulheres. Dados do Dossiê Mulher mostram que, cerca de 40% dos agressores eram pessoas conhecidas ou próximas da vítima, o que as inibe ainda mais na hora de denunciar. Uma pesquisa do Governo Federal buscou levantar números sobre violência doméstica, ela concluiu que mais de 70% das mulheres não denunciam o crime pois diante das dificuldades enfrentadas por muitas mulheres na hora de denunciar, surgem o medo do agressor continuar a fazer ou executa-la de uma vez por todas. As mulheres vêm ganhando voz nas mídias sociais, uma vez que uma relata um assédio se sentem confortável em ver que não estão sozinhas, e parte delas são acolhidas. Grandes movimentos em forma de protesto também têm se tornando uma das alternativos de buscar meios desafiadores para essa cultura de assedio/estupro. Portanto colocar mais holofote sobre esses graves problemas que reflete uma sociedade machista, pode haver colaboração da população mundial e a conscientização de que o assédio afeta o público feminino em todo o mundo.