Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 09/03/2019
A ideia que o homem é colocado como superior à mulher surgiu antes do ano zero. Desde que o homem descobriu possibilidade de procriar usando o corpo feminino e ainda ter prazer no ato, a mulher passou a ser vista como um objeto para uso masculino, na qual deve seguir o papel de mãe. Até hoje, depois de milhares de anos, a objetificação permanece devido ao senso comum criado e à cultura patriarcal. Isso é bem retratado em comerciais televisivos, como da cerveja Itaipava, onde o corpo feminino é exposto como um troféu, ou como nos filmes de contos de fadas, onde para ser feliz para sempre, ela precisa de um herói, só por ser incomum ser sua própria heroína.
A cultura do estupro é uma das consequências mais desumanas que podemos ter no século XXI. Segundo o jornal O Globo, o Brasil registrou, em 2017, 164 casos de estupros por dia, contando que essa estatística pode ser apenas 10% considerando as vítimas que se silenciam. O assédio sexual acontece com mais frequência em transportes públicos e até mesmo dentro da própria residência com conhecidos da vítima, algo que sustentou durante séculos e que é visado como atos normais, onde o senso comum afirma que a mulher é culpada e o homem “segue seus instintos”.
Diante dessa tese, fica à mostra que o machismo e o assédio sexual devem ser combatidos e reduzidos. Devido ao feminismo, movimento que ganhou força no ano de 1960 que defende direitos iguais entre gêneros, o sistema de proteção para a mulher se abrangeu, gerando vários benefícios tais como a Delegacia da Mulher ou as penas rigorosas para aliciadores, como a Lei Maria da Penha. Todavia, as consequências históricas dessa prática são abundantes e todas as iniciativas não são suficientes. Problemáticas desse tema devemos cortar na raiz e amenizar essa cultura equivocada através da educação. Ao invés da sociedade ensinar meninas a se comportar perante os homens, deve ensinar a eles a terem ética e respeito diante delas.
Para reduzir as estatísticas como longo prazo, o Ministério da Educação (MEC) poderá inserir “Ética e Cidadania” na grade curricular do ensino fundamental para que as pessoas aprendam desde mais novas a como atuar perante a sociedade e também criar programas obrigatórios de capacitação ética para professores, para que possam assim ensinar as crianças.
Em curto prazo, campanhas podem ser feitas para a conscientização e manifestação para toda a comunidade masculina. Mulheres do mundo todo esperam que num futuro próximo os salários se igualam, o feminicídio diminua e que homens a respeitem.