Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 09/03/2019

No decorrer do processo de formação da democracia no Brasil, muitos debates foram suscitados acerca do direito das mulheres. Nesse ínterim, no que é pertinente ao assédio sexual contra mulheres, duas situações precisam ser observadas a fim de mudar a atual conjuntura: a cultura de superioridade do homem e as consequências psicológicas do assédio. Diante disso, medidas devem ser tomadas para solucionar essa problemática.

Primeiramente, o assédio ocorre em virtude da sensação de superioridade do homem perante a figura feminina, isto ocorre em virtude de um problema histórico, com o homem ocupando posições de destaque, enquanto a mulher uma função de suporte. Assim, ressalta-se a composição “Mulheres de Atenas” de Chico Buarque, no qual fica evidente que as atenienses devem servir seus maridos. Além disso, não se ouve falar em filósofas gregas, generais romanas ou industriais britânicas, comprovando que mulheres sempre ocuparam posições subalternas. Desta maneira, surge a cultura do machismo, que trata as mulheres como mero objeto, muitas vezes sexuais. Esse contexto somente veio a mudar recentemente, com a luta do direitos e igualdade feminina.

Em segundo lugar, a saúde mental da vítima é muito prejudicada pela agressão, em razão do desamparo da sociedade. A exemplo, Mônica Lewinsky foi desacreditada ao denunciar o assédio do então presidente norte-americano Bill Clinton, sofrendo abalos psicológicos e depressão por consequência. Recentemente, nos casos de assédio do produtor de Hollywood Harvey Weinstein, a sociedade demonstrou evolução e apresentou outra postura com o “me too”, movimento contra assédio e agressão sexual, dando enfoque ao agressor e não a agredida, protegendo-a assim de mais transtornos. No entanto, o abalo mental continua presente e deve ser tratado.

Diante do exposto, o Poder Público deve, mediante o Poder Executivo, delegar cargos importantes, como o de Ministro de Estado, às mulheres qualificadas, igualando o número de postos de trabalho de mulheres aos de homens, para demonstrar a sociedade que homens e mulheres são de fato, iguais, e por consequência, tolher o comportamento machista na sociedade. Ademais, os Estados e Municípios devem oferecer assistência de médicos e psicólogos para as vítimas desses assédios, haja vista a grande lesão causada na mulher, também na seara psíquica, para prevenção do surgimento de depressão. Desta feita, as adversidades ocasionadas pelo assédio sexual seriam atenuadas no Brasil.