Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 08/03/2019

No convívio social brasileiro, a violência sexual contra a mulher é comum no trabalho, na rua, na escola e, as vezes, na própria residência. Além disso, os abusos sexuais, na maioria dos casos, acontecem com homens próximos da mulher, como padrastos, vizinhos, ex-namorados e maridos. Essa realidade, que independe de classe social, constitui um desafio ao Estado e às instituições de ensino no sentido de evidenciar causas e buscar soluções conjuntas para tal situação.

Nesse contexto relativo ao assédio sexual contra o gênero feminino, é conveniente destacar que essa situação está legitimada culturalmente no País. Dessa forma, os homens se sentem confortáveis de passar cantadas nas ruas, fazer gestos e atitudes obscenas em festas e em transportes públicos para as mulheres.

Ainda nessa perspectiva, a desvalorização da mulher em músicas, por exemplo, tornando-a um objeto, contribui de maneira significativa para a cultura de assédios sexuais. Outro aspecto relevante, é que na maioria dos casos a mulher é a culpada, ao invés, de ser a vítima, pois em um país machista a roupa de uma mulher define o seu caráter, fazendo uma imagem vulgar do sexo feminino. Diante disso, a mulher é desrespeitada merecendo o assédio por conta de suas vestimentas ou atitudes.

Desse modo, na tentativa de diminuir os casos de abusos sexuais contra as mulheres, urge que o Governo intensifique amplas campanhas de conscientização social, por meio da imprensa e das redes sociais contando com apoio de empresas, de movimentos feministas e da mídia, a respeito de valorizar a mulher independente de roupas, acessórios e classe social. Ademais, é conveniente que as instituições de ensino, como escolas e famílias, ensinem valores de uma cultura de respeito em valorização da mulher, por meio de palestras e diálogos constantes a fim de diminuir o preconceito contra o sexo feminino.