Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 11/03/2019

Foi no final do século XIX, na revolução francesa, que surgiu a primeira onda do movimento feminista. Tal movimento, luta pela equidade de gênero, pelos direitos sociais e liberdade das mulheres. No entanto, apesar de séculos de luta, o assédio sexual contra mulheres ainda é tão banal, que as atinge em todos os ambientes, públicos ou privados, comprovando as dificuldades em erradica-lo das culturas.

A banalização do assédio é tamanha a ponto de normalizar uma conduta criminosa. Por isso, muitas mulheres não denunciam esses casos, pois elas não possuem consciência de que esses comportamentos não são apenas elogios e toques  constrangedores, e sim um crime. Prova disso, é que 42% das brasileiras já foram assediadas, porém apenas 10% denunciaram a  violação, segundo pesquisas do Datafolha.

Em contraste a esses fatos, a conscientização social é uma ferramenta importante contra o assédio. No Oscar de 2017, diversas atrizes discursaram na cerimonia, fazendo denúncias de condutas inapropriadas dentro da industria cinematográfica, expondo diretores e produtores que usaram de suas posições para desrespeitar e intimar suas colegas de trabalho. Essas divulgações, se mostram muito relevantes, pois quanto mais acesso a informação e maior o incentivo, mais essas ações são reconhecidas e denunciadas como crime.

Portanto, fica evidente que o assédio sexual contra mulheres é um grave problema social. Sendo assim, é preciso que o Governo federal crie mais campanhas de conscientização, que sejam reproduzidas em escolas e no trabalho, levando a informação para todas os ambientes. Além disso, a mídia tem o papel desconstrução social com relação a normalização desse crime, deixando de romantizar situações de assédio em novelas e filmes, abordando-os como ofensivos e ilegais, desvinculando a mulher da imagem de objeto sexual. Será dessa forma, que a sociedade conseguirá garantir todos os direitos a todas as mulheres.