Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 10/03/2019
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito a segurança e ao bem estar social. Conquanto, o número crescente de casos de assédios sexuais contra o sexo feminino impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.
Uma das causas dos assédios é a visão machista sobre a conduta feminina. Mesmo que o Feminismo tenha assegurado maior autonomia política e social à mulher, o patriarcalismo ainda a subjuga pela sua vestimenta, direito de ir e vir e empoderamento. Desse modo, os ideais conservadores se sobrepõem à realidade. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), 78% das mulheres já passaram por uma situação de assédio. Diante do exposto, é prejudicial que essa cultura patriarcal seja disseminada sem questionamentos.
Além disso, há hoje a banalização do assédio e as redes sociais se tornaram uma ferramenta para tentar combatê-lo. Nas ruas, festas, trabalho e até dentro da própria casa as cantadas, puxadas no cabelo e as tentativas de reprimir a vítima à violência sexual são ações que se naturalizaram, já que acontecem cotidianamente na vida de muitas mulheres. Para engajar jovens e adultas contra a sensação de impunidade, campanhas virtuais como “Meu Primeiro Assédio”, “Me avisa quando chegar” e “Vamos juntas?” percorreram o Facebook e o Twitter a fim de denunciar as opressões vividas, trocar experiências e atrair a atenção da mídia e das pessoas para conterem esse mal.
Em virtude dos fatos mencionados, é indubitável que medidas são necessárias para resolver essa problemática. Pensando no âmbito educacional, as crianças devem ser educadas e conscientizadas sobre o assunto desde cedo, para que compreendam a gravidade dos atos de assédio e respeitem o espaço e o direito individual de cada um. Ademais, veículos midiáticos podem divulgar situações, de modo a conscientizar os cidadãos e, ainda, instruí-los à busca por seus direitos, quando forem vítimas. É direito da vítima recorrer à justiça para que não permaneça sofrendo os constrangimentos. Para isso, deverá fazer a denúncia em uma delegacia, fazer o boletim de ocorrência e abrir o processo contra o agressor. O Governo, ainda, sendo mais punitivo nas leis contra essa situação garantirá o reconhecimento da liberdade feminina, como anseia Emma Watson, atriz e ativista na causa feminista, nomeada embaixadora da ONU Mulheres, que disse: “O feminismo, por definição, é acreditar que tanto homens como mulheres devem ter direitos e oportunidades iguais. É a teoria política, econômica e social da igualdade de sexos”.