Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 11/03/2019

Diariamente inúmeras mulheres sofrem a violência sexual, quer seja de forma explícita com agressões físicas, quer seja velada, singela, aonde ocorre a agressividade verbal ou psicológica. Infelizmente ainda existe uma sociedade machista que, muitas vezes, enxerga a figura feminina como um objeto ou “sexo frágil”. Sendo assim, faz-se necessário discutir as razões de tamanha violência em pleno século XXI e o que fazer para ressignificar essa cultura machista.

Inicialmente precisamos compreender que herdamos uma sociedade repleta de preconceitos e visões distorcidas do Ser feminino, uma cultura do estupro que apresenta a mulher como objeto, explorando o seu corpo ao máximo, sensualizando-o nas telas de tv ou cinema e reduzindo-a a apenas um corpo esbelto, que, conforme o psiquiatra Freud já havia mencionado em seus estudos sobre psiquê humana, deixa o ser humano fascinado, narcisista. Ou então apresenta-a como um Ser sensível que deve fazer tarefas de menor importância.

Essa visão machista que é transmitida para toda a sociedade como algo natural precisa ser esclarecida e combatida, para que a mulher verdadeiramente se enxergue como um Ser Humano digno de respeito, capaz de realizar inúmeras funções quer seja no ambiente de trabalho, quer seja em outros locais como o lar; e que tem o direito de utilizar esses espaços com a mesma reciprocidade masculina. Enxergar-se como um ser digno não somente de deveres, mas principalmente de direitos para que possa se posicionar contra os preconceitos que minam a realização dos sonhos femininos, de igualdade entre os gêneros.

Constantemente deparamo-nos com casos de assédio sexual contra as mulheres no ambiente de trabalho ou em locais públicos, bem como violências de toda espécie, como a retirada da vida apenas por ser mulher (feminicídio). São inúmeros casos de agressões à mulher, mas infelizmente muitos registros não são contabilizados porque a cultura machista brasileira ainda invoca os ditos populares “Em briga de casal não se mete a colher”  ou  " É mulher de malandro porque gosta de apanhar", só para citar alguns.

Nesse contexto, cabe a mulher buscar conhecer e percorrer sem medo todos os círculos da sociedade, como a área da política, possibilitando a criação ou reformulação de leis para garantir e proteger os seus direitos. Bem como estimular políticas de assistência social específicas sempre visando formas para que mais e mais mulheres sejam ouvidas e participem da nossa sociedade.