Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 09/03/2019

Ao lermos os textos de apoio, observamos que os casos de assédio sexual contra a mulher não se restringem ao Brasil, a atualidade e nem somente as classes sociais baixas, é assunto deliberado há tempos, em todos os ciclos sociais. No Brasil desde 2001 o assédio sexual é crime, disposto no Código Penal, sancionado pela Lei 10.224/2001 e fortalecido pela Lei 13.718/2018 que altera alguns tipos de crimes sexuais e os tipifica. Observa-se também que é algo cultural, desta forma sendo mais difícil de ser reduzido ou melhor extinguido.

Não raro se ouve na mídia que uma mulher morreu vitima de feminicidio e o agente ativo do crime em sua maioria é alguém próximo da vitima. Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), o Brasil é o 5º país com mais casos de feminicidio no mundo, dados tão alarmantes quanto o do IPEA, segundo o órgão 15 mulheres morrem por dia, simplesmente por serem mulheres (violência de gênero).

É importante destacar que não se muda algo que é cultural, de um dia para o outro e sem mudanças primeiramente individuais, quantas mulheres culpam mulheres, pelos abusos sofridos? Atos vivenciados pelo sexo feminino e discriminados pela sociedade, o que as levam a silenciar-se, causando sentimento de impotência, não sendo capazes de reagir e muito menos de denunciar.

Logo, para reduzirmos os números acima citados, assim como os casos de assédio sexual contra a mulher, e todos os tipos de “violências”, não basta simplesmente enquadrar como crime na lei, temos que educar as novas gerações a não praticarem tal ato, ensinar a sociedade que as diferenças entre sexo masculino e feminino devem ser apenas biológicas.

Que mulheres são tão capazes quanto os homens, que a culpa não é e nunca será da vitima, ajudando-as a denunciar. E contribuindo para que as mulheres ocupem seu lugar na sociedade, afinal, “Todos somos iguais perante a lei”.